Governo e secretários municipais alinham ações contra a Covid-19

31/03/2020 – Teleconferencia Secretários Municipais de Saúde.
Foto Gilson Abreu

O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, e o chefe da Casa Civil, Guto Silva, participaram nesta terça-feira (31), no Palácio Iguaçu, de uma videoconferência com secretários municipais de Saúde de 30 municípios das 22 regionais do Estado. Na pauta estiveram orientações gerais da administração estadual no combate ao novo coronavírus.

Os secretários apresentaram demandas para facilitar o transporte aéreo dos exames para o Laboratório Central do Estado (Lacen), em Curitiba, pediram um levantamento das disponibilidades de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) nos municípios e debateram estratégias de orientação da população (como call centers e campanhas informativas) e a separação de doentes em alas de hospitais ou unidades básicas.

Os secretários estaduais também reforçaram a importância de elaboração e/ou ativação dos planos de contingência municipais para enfrentar a pandemia e do alinhamento da divulgação das informações epidemiológicas, além da necessidade de utilizar os recursos repassados pelo governo federal para o enfrentamento da doença. A Secretaria Estadual da Saúde também vai normatizar, nos próximos dias, como a rede assistencial deve trabalhar para minimizar a sobrecarga do sistema público.

Carlos Andrade, secretário de Saúde de Araucária e presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems-PR), que também participou do encontro virtual, destacou o diálogo franco e constante dos secretários estaduais com os municípios. “A porta de entrada dos atendimentos é nas cidades. O Estado é sensível a essas demandas. Vamos superar juntos esse momento. Ninguém esperava essa situação, mas estamos tratando a doença com responsabilidade, com orientações técnicas, buscando união”, afirmou.

EPI – Uma das principais preocupações da administração estadual e das gestões municipais é com a quantidade de EPIs disponíveis para os profissionais da saúde. No encontro, Guto Silva pediu um levantamento detalhado dos municípios para as próximas nove semanas, até o fim de maio. O Governo do Estado vai ajudar a adquirir materiais e manter os estoques abastecidos conforme os casos da Covid-19 cresçam.

O chefe da Casa Civil também apresentou balanço de outra reunião com servidores responsáveis por compras do Estado. Ele solicitou uma metodologia que contribua para o planejamento de aquisições de materiais médicos, principalmente os EPIs, de modo que todas as cidades e regiões estejam abastecidas.

Segundo ele, o acompanhamento de estoques e das demandas será diário. “Vamos atuar com previsibilidade e antecipação, ordenando compras a partir de um plano de trabalho que compreende ações de curto, médio e longo prazos. A determinação é garantir material para todos os profissionais de saúde do Paraná que atuam no enfrentamento ao coronavírus”, disse Guto Silva.

O secretário estadual de Saúde afirmou que uma das ideias é envolver os consórcios que já têm experiência na aquisição de medicamentos. “Foi uma reunião muito importante com 30 municípios e seus secretários de Saúde. Estamos tentando comprar EPIs. Eles estão em falta, a crise é mundial, mas estamos trabalhando para ampliar a margem de apoio do Estado. O governador liberou a compra onde existe esse tipo de equipamento. Queremos buscar o que é possível para ajudar nesse momento”, afirmou Beto Preto.

Carlos Andrade acrescentou que esses equipamentos passaram a ter custos abusivos no mercado mundial e que estão em falta. “Há dificuldade nos municípios em relação à proteção aos servidores, dos profissionais que estão na linha de frente. Esses produtos sumiram do mercado. E os preços estão abusivos. Juntos podemos garantir escala de compra com preço menor”, afirmou.

ISOLAMENTO SOCIAL –
 No encontro, o secretário estadual de Saúde também reforçou as orientações estaduais de restrição para os estabelecimentos comerciais, a necessidade de diminuir as aglomerações e manter a política de isolamento social. “Estamos preocupados. É o momento de juntar esforços. Precisamos usar a palavra unidade para passar por esse período tão difícil da pandemia. Precisamos lembrar disso todos os dias. Temos que manter o isolamento domiciliar porque essa é a medida não medicamentosa mais importante que temos”, disse Beto Preto.

O presidente do Cosems-PR acrescentou que o distanciamento, quando possível, é a melhor maneira de evitar a proliferação do coronavírus nos municípios. “Nesse momento é o melhor tratamento, a melhor indicação, o isolamento social, a prevenção. O Paraná vem levando a sério essa medida, o que nos dá margem mais favorável de enfrentamento ao coronavírus. É um apelo para que as pessoas sigam à risca as orientações técnicas”, acrescentou. “Existe a preocupação com questões econômicas, o Governo vem discutindo de que forma pode amenizar essas medidas com a população, mas não existe prejuízo maior que a perda da vida”.

LEITOS DE UTI – A Secretaria de Estado da Saúde já começou a ativar mais 317 leitos de UTI e 731 leitos de enfermaria em hospitais de todo o Estado. A estrutura estará disponível nos próximos dias e se somará aos 3.603 leitos de atendimento especializado (públicos e particulares) já existentes em nove hospitais de referência e 51 de retaguarda espalhados pelo Paraná. Esse número pode saltar para 680 novos leitos de UTI, além de 1.611 novos leitos de enfermaria, em 90 dias.

HOSPITAL EXCLUSIVO – O Paraná também passou a contar com um hospital exclusivamente voltado para o tratamento do coronavírus: o Centro Hospitalar de Reabilitação, em Curitiba. O espaço foi esvaziado no fim de semana. O local conta atualmente com dez leitos de UTI. Outros 28 quartos de enfermaria estão sendo transformados em áreas de terapia intensiva, com previsão de funcionamento total até a próxima segunda-feira (06). Além disso, o centro possui 40 leitos para isolamento, todos equipados com aparelhos respiratórios.

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Assim evolui a curva do coronavírus no Brasil e no resto da América Latina | Ciência | EL PAÍS Brasil

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Um gráfico explica a pandemia | Blog do Helio Gurovitz | G1

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China afirma que pico da COVID-19 acabou no país

(200311) — WUHAN, March 11, 2020 (Xinhua) — Medical workers pose for photos after seeing cured patients off at the Wuchang temporary hospital in Wuhan, central China’s Hubei Province, March 10, 2020.
The last two temporary hospitals in Wuhan, the epicenter of the coronavirus outbreak in central China’s Hubei Province, were shut down Tuesday, marking the closure of all 16 temporary hospitals in the city. (Xinhua/Xiao Yijiu)

A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou nesta quinta-feira que o pico do atual surto do novo coronavírus acabou no país. “Os novos casos têm diminuído, e a situação epidêmica geral permanece em um nível baixo”, disse Mi Feng, porta-voz da comissão.

O número de novos casos em Wuhan – epicentro da doença – caiu para um dígito, com apenas oito confirmações relatadas na quarta-feira. A parte continental da China registrou sete novos casos, sendo que seis foram importados do exterior.

Mi afirmou que não haverá nenhum alívio dos esforços no trabalho de prevenção e controle epidêmico no país, e que a prioridade será o tratamento dos pacientes que ainda não foram curados.

A declaração se deu após o anúncio da Organização Mundial da Saúde (OMS) caracterizando o surto da COVID-19 como uma pandemia. Atualmente, há mais de 118 mil casos confirmados em 114 países. Até o momento, cerca de 4.000 pessoas morreram da doença em todo o mundo.

 

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Sesa monitora dois casos suspeitos de COVID-19

Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) teve nove notificações de pacientes para a Covid-19 até esta sexta-feira (28). Um deles foi excluído, seis descartados e outros dois seguem em investigação. Em todos os casos os pacientes passaram por unidades de saúde após retornarem de viagens a outros países.

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (28) informações sobre cinco casos suspeitos. Porém, com os resultados dos exames do Laboratório Central do Estado (Lacen), três situações já são consideradas descartadas. Em dois casos, que buscaram atendimento em Curitiba, os resultados dos exames do Lacen foram negativos e as amostras foram enviadas nesta sexta-feira (28) para Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro. O material deve ser recebido no sábado (29) e o prazo para a análise é de até 72 horas a partir do recebimento das amostras.
O resultado dos exames da paciente que foi notificada por Ponta Grossa indicou Rinovírus. A paciente de São José dos Pinhais teve resultado positivo para Influenza B e de Campo Largo o resultado apontou Influenza H3N2.

AÇÃO – A Sesa promoveu videoconferência sobre o coronavírus com a participação de profissionais das 22 Regionais de Saúde, secretarias municipais de saúde e de instituições hospitalares. Foram abordados temas como o cenário epidemiológico, transmissão, prevenção, sinais e sintomas, fluxo de notificação e uso de equipamentos de proteção.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destacou que neste momento o Paraná está atento e que todos os profissionais têm a missão de transmitir informações seguras para a população. “Estamos organizados e preparados para o enfrentamento do coronavírus; todas as ações e medidas adotadas pelo Governo do Estado seguem protocolos do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde”, afirmou Beto Preto, que participou do encontro falando de Foz do Iguaçu, onde participa de evento com o governador Ratinho Junior.

Segundo o secretário, a videoconferência de hoje teve o objetivo de estabelecer um padrão de comunicação entre todos os profissionais envolvidos no atendimento de pacientes e manejo clínico da doença. “Este é um momento de alerta e não de alarme, por isso a importância de uma comunicação efetiva, com equilíbrio e com transparência”, salienta Beto Preto.

Fluxo – Segundo o fluxograma de atendimento estabelecido pela Sesa, ao receber o cidadão com a sintomatologia, principalmente com problema respiratório, histórico de viagem para países que apresentam contaminação ou contato com suspeitos da doença , o profissional de saúde deverá providenciar a coleta de amostra de material/secreção que será encaminhada ao Laboratório Central do Estado para análise e tomar todas as medidas para proteger o paciente.

A orientação da Sesa é que a primeira avaliação ambulatorial seja feita no serviço de saúde; nas UPAS e UBS, com notificação ao município e ao CIEVS e avaliação clínica epidemiológica.

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