Pelo fim do preconceito contra a idade | Vicky Bloch | Pulse | LinkedIn

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Fonte: Pelo fim do preconceito contra a idade | Vicky Bloch | Pulse | LinkedIn

Quando as organizações vão começar a enxergar seus profissionais a partir da sua entrega, e não da sua idade? É triste continuar com essa percepção em pleno ano de 2017, mas infelizmente o mercado ainda não sabe o que fazer com os profissionais com mais de 50 anos – e quem dirá com os que passaram dos 60.

Percebo que existe um crescimento do número de aposentados que são contratados como prestadores de serviço, assim como ouço, vez ou outra, casos de empresas que estão fazendo esforços para contratar funcionários com mais de 50. Mas sei que esse movimento ainda está muito distante de ser uma tendência.

Infelizmente, muitas empresas ainda têm a visão preconceituosa de que as pessoas mais velhas são profissionais desatualizados, com dificuldade de adaptação às novas tecnologias e resistentes ao novo. Parece que o universo corporativo ainda trata os sessentões como se fossem velhinhos de bengala incapazes. Agora vamos lá, faça um exercício: pense nas pessoas que você conhece (ou em você mesmo) na faixa dos 60-65 anos e me diga se essa impressão de velhinho realmente se confirma.

Pois vou dizer que a maior parte das pessoas com 60 anos que eu conheço é absolutamente capaz, ativa, jovem de cabeça, atualizada e produtiva. Além, claro, da super bagagem que traz nas costas e a enorme capacidade de contribuir.

Mas o que acontece com essas pessoas? São descartadas pelo mercado.

Não podemos nos esquecer que a população brasileira está envelhecendo e a nossa jovem pirâmide populacional está se invertendo. Segundo um levantamento do Ipea, o Brasil deve envelhecer nos próximos 30 anos o que a Europa levou séculos. Em 2040, mais de 57% da população em idade ativa terá mais de 45 anos. Não se pode ignorar esse fenômeno social.

Está na hora das empresas aprenderem a aproveitar melhor tanta sabedoria, networking e experiência que está disponível por aí. Seja encontrando formatos mais flexíveis de trabalho, novos modelos de contrato ou diferentes maneiras de se relacionar com essas pessoas.

O importante é quebrar esse paradigma atual das práticas e políticas de recursos humanos e acabar com o preconceito contra a idade. Afinal, o novo cenário está logo ali e o mundo terá de se adaptar a ele. Que o faça da forma mais inteligente possível.

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